
AQUELE QUE CORRE
Quando nos tocamos ele já foi...Já passou. Já fiz tanta coisa e tanta coisa há ainda para fazer. Mas pelo menos, meus objetivos vão sendo alcançados.
Alguns quando conquistados nos mostram que nem valeram o esforço...OUtros, em compensaçÃo, nos causam uma enorme satisfaçao, vêm acompanhado de um enorme sorriso.
Então, vc vai olhandp pra trás como se sua vida fosse um filme. Vê as fotos dos momentos felizes, das amizades que cultivou. Aquela viagem pra praia, aquela festa no sitio,aquele porre na balada, aqueles momento de depre com as amigas, os perdidos que valeram a pena, aqueles qe não valeram nem a gasosa que gastamos... Foram muitos momentos.
E tão valiosos que até os piores, os ruins, os que sofremos.. São importantes. Aquele cara que te fez sofrer, a ämiga"que te traiu, aqueles que falaram mal de vc pelas coisas (mas vc descobriu), aquele tombo, aquela operação, aquela perda... Tudo soma...Nada subtrai.
As pegadas vão ficando pelo caminho. A faculdade para trás, as amiga das baladas, os perdidos, os porres homéricos, os pequenos vexames, os momentos de solidão no seu quarto.... A solterisse, o ser apenas filha, o ser universitária, o estar sempre dura, as crises de consumismo no shoping (essasdemoram um pouco a passar).
Começa a perseguir outros objetivos...Um carro zero, um apê, casar, ter filhos, construir tudo junto, ganhar + como profissional... E por fim, ter mais tempo pra si.
No final de sua tragetória vc vai perceber que o importante na vida é ter ojetivos e vc os teve. POde não ter conseguido alcançar a todos, mas correu atrás!
SEMPRE CABE MAIS UM
Em três lugares: coração de mãe, metrô e São Paulo.
Cena: metrô leste-oeste (sentido itaquera) lotado, horário de pico, to voltando do shopping tatuapé.Fui pagar uma conta e acabei fazendo outra. Tudo bem, deixa pra lá.Na plataforma, entrei na ultima porta do primeiro vagao, a unica que caberia pelo menos uma mosca... Tudo muito lotaaaado.
Tentei entrar e tive uma certa dificuldade. A principio não entendi pq, mas forçando um pouco mais a entrada, olhei para o show e comecei a entender, quias eram os obstáculos: uma família inteira com uma mudança dentro do metrô. Entenda-se por família inteira o pai, a mãe com dois filhos um no colo e outro no chão e por fim a matriarca da família, a avó, uma senhora que devia ter no mínimo uns 60 anos.
Rosto castigado, em pé, no metrô lotado. Roupa surrada... camiseta cor de rosa, não usva sutiã, uma saia cor da mesma cor, mas um pouco transparente e um olhar cansado, mas forte. Forte pelas marcas do tempo, forte pelo sofrimento vivido, estampado em cada ruga.
Ao seu lado umas três caixas (enormes e pesadas), mais umas três malas (também enormes e pesadas) e algumas sacolas...Para três adultos carregarem e um deles carregava uma criança no colo.
Para piorar a situação, o homem desceu na estação Carrão, deixando as duas mulheres com a bagagem. Ele levou apenas uma mala de rodinhas.
Não sei como essas duas mulheres fizeram. Como descarregaram toda aquela bagagem, caixas, pacotes, malas....Desci depois de algumas estações, elas ficaram. Mas não consegui esquecer a cena.
Tudo gravado na memória. Pela fisionomia, pude peceber que eram nordestinos. não sei se chegavam ou partiam, provavelmente chegavam, mas traziam no rosto o sofrimento, a miséria e a vontade.
Várias gerações de uma mesma família, reunida dentro de um vagão de metrô, com uma mudança... A esperança embalada nas caixas, a expectativa por oportunidades vinham nas malas.
Espero que a cidade, por vezes tão gelada, traga algum calor, que seja humana para essa família e que sua sorte, seja melhor do que a de milhares daqui partiram, decididos a voltar para sua terra, com a única coisa que Sã Paulo pode lhes oferecer... O sofrimento.
Sejam felizes!